A fragrância Roji nasce da quietude verde. A abertura é puro frescor herbal — aromática, clara, com uma vitalidade que acorda os sentidos sem agitar. O corpo mantém esse caráter limpo e vivo, com ervas que se complementam sem competir, criando a sensação de um jardim bem cuidado logo após a chuva. O fundo é leve e não se impõe, deixando o frescor como protagonista do início ao fim. No ambiente, funciona como um reset: desperta, clareia e renova o ar sem adicionar peso ou doçura. Na composição temos folhas de bambu, alecrim, verbena, manjericão, musgo de carvalho, ervas verdes, almíscar, folhas de eucalipto, jasmim, sândalo, entre outros elementos.
O jardim Roji (露地) é o espaço que conduz à casa de chá na tradição japonesa do Chanoyu. O nome, que pode ser traduzido como "terra úmida" ou "terra orvalhada", não descreve apenas um ambiente — descreve uma transformação. Ao atravessá-lo, o visitante deixa para trás as preocupações do mundo exterior e chega ao espaço do chá com a mente limpa e os sentidos abertos. Propositalmente simples, o Roji é feito de pedras irregulares, musgo, bambu e lanternas de pedra, apenas a natureza em seu estado mais quieto, guiando quem caminha para um estado de presença e serenidade. É o espaço da transição, onde o externo se dissolve e o interno começa.